quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

5º PASSO – APLICAÇÃO DE MASSA CORRIDA

Material utilizado:

- Massa Corrida;
-Lixa;

A massa corrida e a lixa são encontradas em lojas de material de construção. Com os dedos aplique a massa corrida por cima da camada de jornal da máscara. O mais importante é por fora, mas se quiser pode aplicar por dentro também para fortalecer. Deixe secando por uns dias. Depois que sentir que já está seca o suficiente, lixe até a superfície ficar uniforme, se julgar necessário, após lixar, passe uma segunda mão de massa corrida para reparar possíveis rachaduras, deixes secar novamente por uns dias e volte a lixar para fazer os acabamentos.

6º PASSO – PINTURA E APLICAÇÃO DO VERNIZ










Materiais utilizados:

- Tinta;

- Verniz;

Compre a tinta de sua preferência, cor e brilho. Deixe secar por um dia ou dois, e se julgar necessário aplique uma segunda camada ou uma camada de verniz para fortalecer. Evite passar esses produtos por dentro da máscara, pois eles são tóxicos e seu cheiro pode incomodar quando estiver em uso. Uma dica é colar tirinhas de pano por dentro para torná-la confortável ao uso. Faça um furo nas laterais e amarre um elástico de acordo com as medidas da cabeça da pessoa que usará.

O resultado do processo que você acompanhou através das fotos é esse:


domingo, 26 de setembro de 2010

Viajando

O lugar é Ouro Preto, uma cidadezinha de Minas Gerais.

A paz era tanta que se confundia com a falta de barulho que tinha.

E a gente ali, sentado, sentindo o Sol que ia se pondo.

A cerveja geladinha que sempre pedia mais uma.

O verde do mato e a palha do cigarro faziam a união perfeita entre cenário e personagem.

As portas e janelas do lugar, através da arquitetura que diziam barroca, marcavam presença, são história e memória do povo.

Tanta arte, tanta gente, tanto amor, quero viver tudo de novo.

Sentada naquela mesa de bar via os contrastes. Um fundo de quintal com toalhas estendidas no varal, às portas abertas mostrando a mobília que habitavam as casas, tapetes, mesas, moveis antigos que reforçavam a diferença entre o velho e o novo.

O artesanato que dava as caras, através de esculturas, que as mãos calejadas daquele senhorzinho talharam numa madeira que antes era árvore.

Já não sinto mais o Sol, ele se esconde atrás das nuvens. E essas, indicam a chuva que vem vindo por aí pra lavar as ruas que por essa semana passamos.

Ouro Preto, O Sótão (bar), com Daniel e Inaê - 25 de setembro de 2010 às 17:30

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Let a woman in your life

Eu queria conseguir organizar minhas idéias como eu faço com pastas de computador.

E para cada setor da vida uma pasta com seus determinados arquivos. Engraçado como eu não consigo separar as coisas. E por isso a minha vida é uma desordem?

Aparentemente não. Tenho uma rotina (?), uma lista de atividades, planos para o futuro...

E me desorganizo casualmente, quando me pego interessada por alguém.

E aí, no vício pós-moderno do clique, não consigo acessar algumas pastas dos meus pensamentos, por que um download, que fiz recentemente de você, ocupa toda a memória recente da minha cabeça.

Influenciada pelas últimas atividades que fiz, um filme que assisti, tiro um diálogo entre dois personagens:

- Ela foi embora.

- Claro, querido. O que você esperava?

- O que vou fazer?

- Viver sem ela, suponho.

- E assim será. Se o meu oxigênio queimou os pulmões dela... ...deixe-a procurar algo que lhe sirva. Ela é uma coruja doente que precisa de alguns dias de sol. Deixe-a. Posso ficar sem ela. Não preciso de ninguém! Tenho minha alma! Minha própria chama divina!

Foi o que ele disse. E é o que muitos dizem. E de tanto afirmar, acreditam nisso.

Existia uma rotina, existiam hábitos, existia uma vida, sendo levada sem a necessidade de ter aquela pessoa. Mas o que tornam as coisas necessárias?

Ela entrou na minha vida e fez com que eu acordasse mais cedo para ter tempo de incluí-la no meu dia. Fez-me preferir caminhar numa tarde de sol ao invés de usar meu tempo livre para descansar. Fez-me querer estar até mais tarde num bar ao invés de ir dormir sempre no mesmo horário. Fez-me querer ir mais vezes ao teatro do que ficar em casa planejando o dia seguinte. Fez-me alterar coisas na minha rotina que só tem graça com ela, sem ela, volto para minhas ocupações anteriores, o que me fez perceber que a outra rotina tornava a minha vida mais intensa. Mais prazerosa. E por isso eu não gostaria que ela fosse embora assim.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

To be or not to be? That's the question.

Eu não me considero inteligente.
Eu me considero um ser pensante.
Agora, eu conheço algumas pessoas muito inteligentes, das quais adoro passar horas e horas conversando. É um prazer trocar ideia com essas pessoas. A sensação é, tipo, como se eu tivesse vivido pouco para conhecer aquelas coisas impressionantes que saem daquelas "cacholas". Elas me enobrecem. Fazem refletir. E muito.
Eu não sou inteligente. Só faço uso do meu cérebro, ou daquilo que deram como função pra uma parte dele, a racionalidade. E isso qualquer um pode fazer.
Ou não?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Uma cerveja geladinha e dois copos

Quando eu não tenho nada pra fazer, fico imaginando situações que poderiam ter acontecido. Na verdade, “mirabolando” histórias interessantes pra escrever.

Às vezes escrevo, mas nem sempre publico. Até porque tem coisas que não me sinto à vontade para tornar público, não agora.


Você ainda não me conhece. Sou Estela, mas poderia ser Maria, ou Julia, até mesmo Pedro, porque não? Sou mais um pseudônimo de autor que não gosta de mostrar-se em seus textos. Uma Joana dessas, que pensa em dizer agora o que passa pela cabeça.


Pedi uma cerveja, tudo bem pra você?


Espero que pelo menos venha bem geladinha! Com esse calor o que eu mais quero é que a cerveja esteja bem geladinha!!


Quer um cigarro? Tenho que parar!


Papo furado? Poxa, me leva a sério, pelo menos com relação a isso.


Que inusitado, não acha? A gente aqui. Depois de tudo que passamos. Eu e você. Numa mesa de bar. Você não sente vontade de me perguntar coisas mais íntimas?


Eu? Indelicada? Ahh me desculpe. Achei que eu tivesse essa liberdade.


Lembra de como foi nosso primeiro beijo? Que confusão não acha? Maluquice!


Não acha? Foi tudo normal pra você não é mesmo? Eu que era careta demais! Tem razão.


E você pensava o quê quando nos encontramos pela segunda vez?


E na terceira? Quarta, quinta, sexta... 1 mês não foi mesmo?


Eu me apaixonei. Ahhh, mas não deveria estar dizendo isso a você. Não merece saber que fui a fim de verdade. Não tem por que. E nem direi.

Não merece!

Seu copo ainda está cheio. Você se quer se esforçou para tomar um gole.

E nem vai tomar.

Te conheço. Conheço essa cara. E nem adianta rir pra mim.

Pára.

Sabe que não resisto ao seu sorriso.

(Muda bruscamente a expressão. Sai do ar descontraído que se encontrava ao lembrar-se do sorriso e fica séria. Pega o copo hesita em beber, mas percebe que a cerveja já está quente, leva a mão até o pé da mesa, com o copo, e derrama a cerveja) Esse é pro santo!


(Levanta a mão para que o garçom volte a atendê-la)


Amigo, não preciso mais desse copo, pode levar, minha amiga não virá mais.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O Badejo

Não é todo dia que pequenos burgueses põem Badejo na mesa. Deve haver um pretexto, uma ocasião especial. E não foi diferente na família Ramos. João o chefe da família está preocupado com a filha, Ambrosina, que já completou 22 anos e ainda não se casou. Então ele prepara um almoço, que vai lhe custar caro, para aproximar sua filha de dois pretendentes, considerados por ele, dignos da mão dela.

A fartura de comes e bebes prepara a ocasião. O que João Ramos não esperava era que Ambrosina não se interessasse por nenhum dos dois pretendentes. Dando a essa história, que se passa no fim do século XIX na cidade do Rio de Janeiro (então Capital Federal), seu caráter de comédia de costumes. Alertando a sociedade as hipocrisias que cercam os casamentos arrumados pelas famílias das moças.


Artur Azevedo, autor da peça, conta essa história em três atos, em verso. Aproveitando-se da condição econômica em que se encontrava o país, ele faz a feliz escolha de usar o Badejo (peixe que sofreu forte aumento de preço na época, junto com outros produtos que também vinham aumentando seu custo) como muleta desse contexto de ostentação da sociedade burguesa que existia no Brasil.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Feliz 2010

Os dias passam...

A rotina me mostra outra vez o mesmo filme de ontem.

Quisera que tudo mude no novo ano que se aproxima.

Na cozinha outra comida.

E os mesmos a preparam.

Está servido?

Tem guardanapo ali no canto.

Hoje tem pastel na mesa.

E na cabeça preocupações mais quentes.

Inquietudes e anseios (fritam)...

E o que fazer?

Comer!

Vai um pastel aí?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Fazendo poesia na madrugada

As ruas se calam, as janelas se fecham, as portas se trancam, as luzes se apagam, o tempo parece passar mais devagar por se estar só nesse silêncio matinal.
E a poesia sai numa letra pra descrever essa calmaria, que durante o dia não permitiria, pois ele insiste em correr com seu horário comercial, onde as coisas têm prazo de validade para se resolver.

Estamos aqui, eu a letra, e você o leitor usando seu tempo pra ler, dando atenção a uma atividade literária proveniente do ócio de mais uma madrugada calada.

E assim poetas da noite, deixem seu verbo, para que com ele alimente meu ego, sabendo que teve audiência essa demonstração de impaciência.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Eu vivo sempre no mundo da lua

Me chamo Bete. Tenho vinte poucos anos e to muito confusa. Tem muitas coisas que acho estranhas no mundo. Que não consigo entender razão, motivo... da existência.

Por exemplo, a minha.


Eu andei por aí, conversando com pessoas. Trocando figurinhas, falando dos meus conflitos, mas não tem adiantado. Isso só tem me gerado mais questões.


Certa vez, tentei entender a loucura. E na tentativa de somar 1+1 não cheguei a 2. Foi estranho. Mas algum conhecimento “formal” que recebi durante a vida me fez levantar alguns pontos relevantes pra dada situação.


Esse conhecimento acadêmico, “pelas metades”, tentou fazer um corte e apontou algumas coisas que eu ainda não havia dado importância.


Hoje nossa geração agradece muito a Galileu pelas suas descobertas, mas em vida ele foi considerado Herege, louco e exilado, passando o fim da vida em um lugar “tranqüilo” que lhe causava grande perturbação. Foi assim com ele e muitos outros que transgrediram que fugiram da norma, do que foi dado como certo.


Pra época de Galileu, ser considerado herege (aquele que não respeita as leis da Igreja) era um rótulo para loucura. Mas hoje não. Não é um valor que impera. A Igreja católica já não é tão mais forte assim. Já não domina tanto a sociedade. Tanto que a literatura da época era recheada de adorações religiosas e todos os textos antes de serem publicados tinham que passar pela aprovação da Santa Inquisição.


“Dels que me perdoe”.


Certo. Naquela época isso imperava. Hoje não importa tanto. Então o que impera hoje?


O capitalismo diria Marx?


É o sistema o grande imperador?


Não quero respostas rápidas, quero respostas de verdade!


Então sem afirmar com toda convicção, prefiro apenas levantar alguns pontos. Diria suposições da grande pesquisa que faço de mim.


O que é ser normal hoje?


Dentro desse sistema, a primeira coisa que vem na minha cabeça é a palavra produção. Para ser normal você deve produzir.


O que é produzir?


É “fabricar” algo pra “sociedade” e com isso gerar dinheiro pra seu próprio sustento.


É trabalhar.


Trabalhar.


Você gosta de trabalhar?


Você gosta do seu trabalho?


Como escolher no que trabalhar?


A gente pode escolher?


O que é uma profissão?


Vamos supor que você goste muito de fazer uma coisa, mas o mercado dessa coisa não está em alta. Ou seja, é muito difícil conseguir um emprego na área ou as oportunidades que surgem não são bem remuneradas. O que você faz? Escolhe outra coisa?


Como se escolhe outra coisa?


Como se dar bem em outra coisa em função do dinheiro, da produção?


Tem como?


E depois, qual o objetivo disso tudo?


Qual o foco?


Nesse momento eu penso que deveria parar de filosofar e produzir algo. Mas tive a sorte (azar) de ser contaminada pelas idéias “desses Sócrates” que disseram (pela primeira vez?) “Conhece-te a ti mesmo”. Mas isso não faz tanto sentido no primeiro contato, até porque provavelmente ainda estamos na caverna que aquele outro disse.


E aí? O que fazer?


Como escolher?


Eu não sei o que fazer. Não sei como produzir do jeito que o sistema pede. Isso me torna...


É isso?


Acho que não vou passar a noite jogando minhas perguntas ao laptop.


Muito prazer. Meu nome é Bete, tenham uma boa noite!

domingo, 22 de novembro de 2009

Esperando...

... Godot*!

Didi: Eu sinto...

Gogo: Você sente?

Didi: Sinto como se estivesse na hora certa para compor nossa primeira música.

Gogo: Que papo é esse?

Didi: Sinto como se você me dissesse o primeiro adeus.

Gogo: Que papo é esse?

Didi: Me dê um cigarro!

Gogo: Não fumo!

Didi: Tinha esquecido. Vou comprar cigarros.

Gogo: Comprar cigarros? Onde? Ficou maluco?

Didi: Eu tenho um pouco de fumo no meu bolso, acho que vai servir para aturar meus primeiros minutos em que sinto que estou te perdendo.

Gogo: Que papo é esse?

Didi: Você só sabe perguntar isso?

Gogo: Isso o que?

Didi: Deixa pra lá.

Gogo: O que estamos mesmo fazendo aqui?

Didi: Bem, não sei.

Gogo: Era de se imaginar!

Didi: Se o que tenho pra te dar é amor?

Gogo: Agora mesmo que não entendo o que você diz. Não estou entendendo onde você pretende chegar.

Didi: A lugar algum.

Gogo: Ótimo! Assim as coisas ficam mais claras!

Didi: Você que se diz direto. Na minha direção, diria que não me quer mais?

Gogo: (Apenas hesita em dizer algo)

Didi: Ou simplesmente pararia de falar comigo?

Gogo: Eu? Parar de falar com você?

Didi: É.

Gogo: Marca no meu escritório a hora que você quer pra eu te atender!

Didi: Assim eu espero.

Gogo: Espera o que?

Didi: Espero Godot.

Gogo: Mas quem é esse tal Godin?

Didi: Godot!

Gogo: Godot!

Didi: Você saberá!

Gogo: Eu o conheço?

Didi: Presumo que sim. Ou não? Não sei, não me faça esse tipo de questionamento a essa hora da noite!

Gogo: Mas que tipo de questionamento eu faria?

Didi: Qualquer um, menos esse!

Gogo: E porque não esse?

Didi: Tudo bem, fale o que quiser. Estou esperando ele mesmo. Assim é bom, que o tempo passa mais rápido.

Gogo: Como pode passar mais rápido? Se o tempo é o mesmo?

Didi: Passa mais rápido, a medida que eu não percebo que ele está passando. Por isso acho que na sua ausência ele iria demorar um pouco mais a passar.

Gogo: Como você pode achar isso , se nunca provou. A quanto tempo estamos juntos?

Didi: Há algumas semanas!

Gogo: Há algumas semanas!

Didi: Isso o tornaria substituível?

Gogo: Sim, presumo eu.

Didi: Pois então me deixe enquanto ainda há tempo. Pois não quero sentir a dor de uma grande perda!

Gogo: E depois que eu partir? O que você pretende fazer?

Didi: Vou continuar esperando Godot!


*Analogia ao texto de Samuel Beckett “Esperando Godot”. Descrição de um dia fatídico em meus pensamentos, produtivo em minhas relações intelectuais, frustrante em minha espera por Godot que não veio hoje.


Gogo: Porque você não fica quieto por um instante?

Didi: Assim eu incomodo?

Gogo: Não é isso. Você não gosta do silêncio?

Didi: Às vezes.

Gogo: Então porque não fica quieto agora!

Didi: É que falando eu sinto que existo.

Gogo: E não há possibilidades de se existir no silêncio?