Eu não me considero inteligente.sexta-feira, 16 de abril de 2010
To be or not to be? That's the question.
Eu não me considero inteligente.terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Uma cerveja geladinha e dois copos
Quando eu não tenho nada pra fazer, fico imaginando situações que poderiam ter acontecido. Na verdade, “mirabolando” histórias interessantes pra escrever. Às vezes escrevo, mas nem sempre publico. Até porque tem coisas que não me sinto à vontade para tornar público, não agora.
Você ainda não me conhece. Sou Estela, mas poderia ser Maria, ou Julia, até mesmo Pedro, porque não? Sou mais um pseudônimo de autor que não gosta de mostrar-se em seus textos. Uma Joana dessas, que pensa em dizer agora o que passa pela cabeça.
Pedi uma cerveja, tudo bem pra você?
Espero que pelo menos venha bem geladinha! Com esse calor o que eu mais quero é que a cerveja esteja bem geladinha!!
Quer um cigarro? Tenho que parar!
Papo furado? Poxa, me leva a sério, pelo menos com relação a isso.
Que inusitado, não acha? A gente aqui. Depois de tudo que passamos. Eu e você. Numa mesa de bar. Você não sente vontade de me perguntar coisas mais íntimas?
Eu? Indelicada? Ahh me desculpe. Achei que eu tivesse essa liberdade.
Lembra de como foi nosso primeiro beijo? Que confusão não acha? Maluquice!
Não acha? Foi tudo normal pra você não é mesmo? Eu que era careta demais! Tem razão.
E você pensava o quê quando nos encontramos pela segunda vez?
E na terceira? Quarta, quinta, sexta... 1 mês não foi mesmo?
Eu me apaixonei. Ahhh, mas não deveria estar dizendo isso a você. Não merece saber que fui a fim de verdade. Não tem por que. E nem direi.
Não merece!
Seu copo ainda está cheio. Você se quer se esforçou para tomar um gole.
E nem vai tomar.
Te conheço. Conheço essa cara. E nem adianta rir pra mim.
Pára.
Sabe que não resisto ao seu sorriso.
(Muda bruscamente a expressão. Sai do ar descontraído que se encontrava ao lembrar-se do sorriso e fica séria. Pega o copo hesita em beber, mas percebe que a cerveja já está quente, leva a mão até o pé da mesa, com o copo, e derrama a cerveja) Esse é pro santo!
(Levanta a mão para que o garçom volte a atendê-la)
Amigo, não preciso mais desse copo, pode levar, minha amiga não virá mais.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
O Badejo
Não é todo dia que pequenos burgueses põem Badejo na mesa. Deve haver um pretexto, uma ocasião especial. E não foi diferente na família Ramos. João o chefe da família está preocupado com a filha, Ambrosina, que já completou 22 anos e ainda não se casou. Então ele prepara um almoço, que vai lhe custar caro, para aproximar sua filha de dois pretendentes, considerados por ele, dignos da mão dela. A fartura de comes e bebes prepara a ocasião. O que João Ramos não esperava era que Ambrosina não se interessasse por nenhum dos dois pretendentes. Dando a essa história, que se passa no fim do século XIX na cidade do Rio de Janeiro (então Capital Federal), seu caráter de comédia de costumes. Alertando a sociedade as hipocrisias que cercam os casamentos arrumados pelas famílias das moças.
Artur Azevedo, autor da peça, conta essa história em três atos, em verso. Aproveitando-se da condição econômica em que se encontrava o país, ele faz a feliz escolha de usar o Badejo (peixe que sofreu forte aumento de preço na época, junto com outros produtos que também vinham aumentando seu custo) como muleta desse contexto de ostentação da sociedade burguesa que existia no Brasil.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Feliz 2010
Os dias passam...
A rotina me mostra outra vez o mesmo filme de ontem.
Quisera que tudo mude no novo ano que se aproxima.
Na cozinha outra comida.
E os mesmos a preparam.
Está servido?
Tem guardanapo ali no canto.
Hoje tem pastel na mesa.
E na cabeça preocupações mais quentes.
Inquietudes e anseios (fritam)...
E o que fazer?
Comer!
Vai um pastel aí?
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Fazendo poesia na madrugada
As ruas se calam, as janelas se fecham, as portas se trancam, as luzes se apagam, o tempo parece passar mais devagar por se estar só nesse silêncio matinal.E a poesia sai numa letra pra descrever essa calmaria, que durante o dia não permitiria, pois ele insiste em correr com seu horário comercial, onde as coisas têm prazo de validade para se resolver.
Estamos aqui, eu a letra, e você o leitor usando seu tempo pra ler, dando atenção a uma atividade literária proveniente do ócio de mais uma madrugada calada.
E assim poetas da noite, deixem seu verbo, para que com ele alimente meu ego, sabendo que teve audiência essa demonstração de impaciência.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Eu vivo sempre no mundo da lua
Me chamo Bete. Tenho vinte poucos anos e to muito confusa. Tem muitas coisas que acho estranhas no mundo. Que não consigo entender razão, motivo... da existência. Por exemplo, a minha.
Eu andei por aí, conversando com pessoas. Trocando figurinhas, falando dos meus conflitos, mas não tem adiantado. Isso só tem me gerado mais questões.
Certa vez, tentei entender a loucura. E na tentativa de somar 1+1 não cheguei a 2. Foi estranho. Mas algum conhecimento “formal” que recebi durante a vida me fez levantar alguns pontos relevantes pra dada situação.
Esse conhecimento acadêmico, “pelas metades”, tentou fazer um corte e apontou algumas coisas que eu ainda não havia dado importância.
Hoje nossa geração agradece muito a Galileu pelas suas descobertas, mas em vida ele foi considerado Herege, louco e exilado, passando o fim da vida em um lugar “tranqüilo” que lhe causava grande perturbação. Foi assim com ele e muitos outros que transgrediram que fugiram da norma, do que foi dado como certo.
Pra época de Galileu, ser considerado herege (aquele que não respeita as leis da Igreja) era um rótulo para loucura. Mas hoje não. Não é um valor que impera. A Igreja católica já não é tão mais forte assim. Já não domina tanto a sociedade. Tanto que a literatura da época era recheada de adorações religiosas e todos os textos antes de serem publicados tinham que passar pela aprovação da Santa Inquisição.
“Dels que me perdoe”.
Certo. Naquela época isso imperava. Hoje não importa tanto. Então o que impera hoje?
O capitalismo diria Marx?
É o sistema o grande imperador?
Não quero respostas rápidas, quero respostas de verdade!
Então sem afirmar com toda convicção, prefiro apenas levantar alguns pontos. Diria suposições da grande pesquisa que faço de mim.
O que é ser normal hoje?
Dentro desse sistema, a primeira coisa que vem na minha cabeça é a palavra produção. Para ser normal você deve produzir.
O que é produzir?
É “fabricar” algo pra “sociedade” e com isso gerar dinheiro pra seu próprio sustento.
É trabalhar.
Trabalhar.
Você gosta de trabalhar?
Você gosta do seu trabalho?
Como escolher no que trabalhar?
A gente pode escolher?
O que é uma profissão?
Vamos supor que você goste muito de fazer uma coisa, mas o mercado dessa coisa não está em alta. Ou seja, é muito difícil conseguir um emprego na área ou as oportunidades que surgem não são bem remuneradas. O que você faz? Escolhe outra coisa?
Como se escolhe outra coisa?
Como se dar bem em outra coisa em função do dinheiro, da produção?
Tem como?
E depois, qual o objetivo disso tudo?
Qual o foco?
Nesse momento eu penso que deveria parar de filosofar e produzir algo. Mas tive a sorte (azar) de ser contaminada pelas idéias “desses Sócrates” que disseram (pela primeira vez?) “Conhece-te a ti mesmo”. Mas isso não faz tanto sentido no primeiro contato, até porque provavelmente ainda estamos na caverna que aquele outro disse.
E aí? O que fazer?
Como escolher?
Eu não sei o que fazer. Não sei como produzir do jeito que o sistema pede. Isso me torna...
É isso?
Acho que não vou passar a noite jogando minhas perguntas ao laptop.
Muito prazer. Meu nome é Bete, tenham uma boa noite!
domingo, 22 de novembro de 2009
Esperando...
... Godot*! Didi: Eu sinto...
Gogo: Você sente?
Didi: Sinto como se estivesse na hora certa para compor nossa primeira música.
Gogo: Que papo é esse?
Didi: Sinto como se você me dissesse o primeiro adeus.
Gogo: Que papo é esse?
Didi: Me dê um cigarro!
Gogo: Não fumo!
Didi: Tinha esquecido. Vou comprar cigarros.
Gogo: Comprar cigarros? Onde? Ficou maluco?
Didi: Eu tenho um pouco de fumo no meu bolso, acho que vai servir para aturar meus primeiros minutos em que sinto que estou te perdendo.
Gogo: Que papo é esse?
Didi: Você só sabe perguntar isso?
Gogo: Isso o que?
Didi: Deixa pra lá.
Gogo: O que estamos mesmo fazendo aqui?
Didi: Bem, não sei.
Gogo: Era de se imaginar!
Didi: Se o que tenho pra te dar é amor?
Gogo: Agora mesmo que não entendo o que você diz. Não estou entendendo onde você pretende chegar.
Didi: A lugar algum.
Gogo: Ótimo! Assim as coisas ficam mais claras!
Didi: Você que se diz direto. Na minha direção, diria que não me quer mais?
Gogo: (Apenas hesita em dizer algo)
Didi: Ou simplesmente pararia de falar comigo?
Gogo: Eu? Parar de falar com você?
Didi: É.
Gogo: Marca no meu escritório a hora que você quer pra eu te atender!
Didi: Assim eu espero.
Gogo: Espera o que?
Didi: Espero Godot.
Gogo: Mas quem é esse tal Godin?
Didi: Godot!
Gogo: Godot!
Didi: Você saberá!
Gogo: Eu o conheço?
Didi: Presumo que sim. Ou não? Não sei, não me faça esse tipo de questionamento a essa hora da noite!
Gogo: Mas que tipo de questionamento eu faria?
Didi: Qualquer um, menos esse!
Gogo: E porque não esse?
Didi: Tudo bem, fale o que quiser. Estou esperando ele mesmo. Assim é bom, que o tempo passa mais rápido.
Gogo: Como pode passar mais rápido? Se o tempo é o mesmo?
Didi: Passa mais rápido, a medida que eu não percebo que ele está passando. Por isso acho que na sua ausência ele iria demorar um pouco mais a passar.
Gogo: Como você pode achar isso , se nunca provou. A quanto tempo estamos juntos?
Didi: Há algumas semanas!
Gogo: Há algumas semanas!
Didi: Isso o tornaria substituível?
Gogo: Sim, presumo eu.
Didi: Pois então me deixe enquanto ainda há tempo. Pois não quero sentir a dor de uma grande perda!
Gogo: E depois que eu partir? O que você pretende fazer?
Didi: Vou continuar esperando Godot!
*Analogia ao texto de Samuel Beckett “Esperando Godot”. Descrição de um dia fatídico em meus pensamentos, produtivo em minhas relações intelectuais, frustrante em minha espera por Godot que não veio hoje.
Gogo: Porque você não fica quieto por um instante?
Didi: Assim eu incomodo?
Gogo: Não é isso. Você não gosta do silêncio?
Didi: Às vezes.
Gogo: Então porque não fica quieto agora!
Didi: É que falando eu sinto que existo.
Gogo: E não há possibilidades de se existir no silêncio?
sábado, 20 de junho de 2009
Uma pausa pra relaxar, sem perceber
A gente inventa o cigarro, ascende e começa um hábito. Mas a principio é só uma brincadeira, experimentação, dessas que a gente considera interessante passar.Na mesa do bar, a maioria fuma. E os passivos, como são chamados pelo Ministério da Saúde, assistem sem perceber (há controvérsias). Aos olhos de quem não se iniciou nesse hábito é uma tremenda burrice tal uso. E com razão. É a educação surtindo efeito. Que bom. Então, já que é sabido da tolice de fumar, vou ascender um, e desse mal não vou me viciar, porque quando eu quiser parar consigo. Não vai fazer falta. Afinal nem sei qual é a falta que faz se não é presente. Claro.
Mas sem perceber, agora na mesa do bar não tem mais passivos. Todos estão na mesma vibe. “Só não fumo em casa”. Grita João. “Tá doido maluco, eu não fumo em lugar nenhum, só quando bebo”. Responde Pedrinho. E assim todas as noites do bar tornam-se recheadas de maços, isqueiros, cinzeiros, palitos, cinzas, fumaaaaaaaaçaaaaaa, e muita descontração. Prazer, risos, alegria, amigos.
Sem definir causa ou motivo alguém pára de freqüentar o bar, e seus momentos de socialização com o cigarro, que estavam limitados ao uso no bar, de certa forma são interrompidos.
“Mas que saudade dos velhos tempos”. Ascende um cigarro na faculdade e começa a lembrar.
E assim, sem perceber, ele passa a ser associado com uma situação legal.
Uma pausa pra relaxar. Vamos fumar um cigarro?
Obs.: Esse texto não tem a finalidade de estimular o uso do cigarro. É uma obra de ficção. Toda e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
domingo, 17 de maio de 2009
Obrigada por esta noite
Se um dia eu fizer um verso pra vocêNão censure
E se a música que eu fiz tocar
Não mude a estação
O que eu senti por você
Foi sincero e único
Hoje não é o mesmo
As intensidades e as intenções
Mudaram
Portanto permita que eu expresse qualquer sentimento
Pois eles não têm a pretensão de te reconquistar
Mas me faz bem los dizer
E acredito que também seja bom pra você, saber que és musa de minha inspiração.
Com o tempo isso pode mudar
A gente sabe
Foi com Vinícius, Fernando, Tom...
Entre tantos e tantas
Passou e mudou
Mas as palavras ficaram em registro pra eternidade e sorte das outras gerações
Não pretendo que essa prosa tenha fim
Foi improvisada e pode ser adaptada
Só espero que com ela você se sinta amada.
E continue seguindo a vida acreditando nas benditas coisas que ainda não viveu!
segunda-feira, 9 de março de 2009
Algo ou Alguma Coisa
Numa noite dessas, madrugada calada, em uma rua deserta, num quarto aceso, em frente a uma tela de computador.De boa, esperando o tempo passar e o sono chegar.
O cabelo cresceu, as unhas demonstram uma ausência entendida por quem as vê, o pé ta sujo, mas pelo menos a barriga ta cheia e se sentir fome, tem mais na geladeira. Na casa de mamãe, sempre teve comidinha pronta.
Mas o tédio ta tomando conta, viver, intensamente, já faz parte. Escolher caminhos, mesmo que imorais, experimentar novas formas, liberar pelos poros, espontaneamente, a própria filosofia, dizer quem se pensa que é, quem se pensa que se pode ser, sem pudor, sem caneta e papel, assim, na lata, na cara, pros ouvintes que no círculo adentram, tornou-se fundamental. Uma excelente válvula.
O chifffffff que a bomba de encher pneu faz. O ahhhhhhhhhhhhhh da pessoa irritada. O tsiiiiiiiiii da água quando toca uma panela quente. O texto do escritor numa madrugada vazia e calada.
É a válvula! É o escape! É a fuga! É a maneira de...
A exposição do tédio, do ócio, do vazio e do calado. A verbalização dos pensamentos que povoam a mente. Um texto que narra um fim de noite sem muito fundamento, mas que tenta renovar a energia de quem escreve com a possível interação de uma pessoa, que também está sem sono numa madrugada calada.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
O que você quer ser quando crescer?
Você passa a infância achando que ser um astronauta, uma bailarina, um jogador de futebol ou uma atriz é estar entre as melhores profissões do mundo. As mais bonitas. E é por isso que você quer se tornar um também.E você cresce dizendo isso, lógico, as pessoas insistem em perguntar:
--- O que você quer ser quando crescer?
E você insiste em reforçar:
--- Atriz!
Mas você, nessa idade, se quer conhece as maravilhas da profissão, que dirá os riscos. E tem outra, ninguém te questiona, nutrindo ainda mais esse seu sonho, e pra completar dizem coisas como:

--- Que bonito! Quando for famosa não se esquece de mim.
E sua cabeçinha de criança, cheia de estrelas vê esse mundo lindo e glamoroso surgindo na sua vida e as entrevistas simuladas no espelho do banheiro tornam-se constantes, a preparação dos discursos em público surgem de acordo com a criatividade das perguntas que te fazem:
--- E se lhe perguntarem sobre os seus relacionamentos?Ai ai ai, quanta piração, quanta criatividade, quanta imaginação, quantos sonhos.
Mas você começa a crescer, obviamente e vê que está na hora de colocar seu plano em prática. Mas você já tem um plano?
Não, lógico que não, você acabou de crescer, vai continuar seguindo o fluxo,
vai fazer o que suas mãos alcançam, vai buscar uma formação, ou melhor, uma profissão.Ué, mas e a bailarina? O jogador? O "lunático"? E a atriz?
Não era essa a profissão que você queria?
Porque é que você tem que procurar outra?Alguém sabe me dizer?
To perdida nas minhas idéias, vivendo uma constante crise existencial. Já tenho 20 poucos anos e muitas perguntas que continuam sem resposta. Achei que quando adulto tudo fosse mais fácil, mas agora percebo que desejar ser atriz, na minha realidade, era bem mais fácil quando eu era criança.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Quem quer comprar meu samba?
E essa representação se intensifica nas festinhas (boatezinhas, rockzinhos, sambazinhos, forrozinhos, etczinhos). Alguns vão lá pra demonstrar o produto, e outros (obviamente) para consumir. E ganha quem dá mais. Quem dá mais samba, quem dá mais moda, quem dá mais padrão e segurança, quem dá mais o que tem pra dar e vender.
Cada um no seu papel, vários personagens parecidos. Ninguém quer estar em evidencia como um ser diferente. Tem que rolar identificação. Puta que pariu o que é identidade?
Nessa sociedade pós-moderna o mundo das aparências está em evidencia, e a todo o momento e a todo custo caminhamos ao rumo do sol, há mais coisas pra ver, mais que a imaginação, tem a nos permitir, é o ciclo sem fim, hey, hey, hey, hey, que nos guiará, a dor e a emoção, pela fé e o amor, até encontrar o nosso caminho, nesse ciclo, nesse ciclo sem fim, hey, hey, hey, hey. Já dizia a trilha sonora de “O rei leão”, rsrsrrsrssrs.
Mas é mais ou menos por aí mesmo, buscar o caminho do sol, o foco da luz, o padrão pro pertencimento.
Entretanto hoje já existem vários modelos para se consumir, foi criada a noção de grupo, gueto, galera, tribo. E assim os seres se tornam diferentes (de um grupo pro outro), mas iguais (dentro do próprio seguimento). Então externar isso em seu portfólio (o corpo, a sua aparência) é imprescindível para sentir-se pertencente à determinada tribo. Quem discorda que falar em autenticidade, hoje, é hipocrisia?
Assim, as festinhas tornam-se um ótimo laboratório pra estudo de caso, rs. Moves’s, Hey Ladies, L.E.B’s, Swingers, Happy’s News, Buracos, Lacraias, Cobras e Lagartos. Todo tipo. Independente do seguimento. E não me excluo da analise. Minha pesquisa é empírica, mas que desrespeita o distanciamento do pesquisador. Meu comportamento também conta. Eu participo dessa reprodução inconscientemente?
Não sei, pra mim ainda não tenho respostas. Vivo de perguntas, questões e mais questões. Vivo buscando me encontrar, tentando me identificar, mas sem excluir grupos, sem rixas entre lados, talvez seja por isso que ainda não tenha encontrado um que me identificasse tanto.
Até porque, a meu ver, os encantos dessas aparências passam tão rápido quanto vieram. A essência fica esquecida, as pessoas já não tem mais tempo para conhecer melhor alguém, já consideram-se suficientemente suprido de amigos e de pessoas ao seu redor. E a essência? Foda-se a essência. É algo tão complexo que é ignorado, deixado de lado, como um livro, que por não ter uma arte tão magnífica na capa, acaba sem vender seu samba.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
O que há de errado nisso?
Triste, comovente, polêmica.Palavras, entre muitas outras, que servem pra expressar o que vi nessa peça.
“Bent”
Esse é o título.
Tem a ver com uma gíria que em alguns países da Europa é utilizada para designar homossexuais.
A peça expõe recortes, da perseguição que os homossexuais sofriam na Alemanha nazista, a partir da trajetória de um personagem. Faz um levantamento histórico do preconceito e finaliza com um relato de dados da homofobia no Brasil em 2008.
Mais do que uma analise do cenário, ou uma crítica da produção do espetáculo, existe ali uma função social, cumprida pelo teatro.
Levar o público a uma reflexão profunda sobre os direitos humanos, sobre um direito que nunca deveria ter sido censurado, O DIREITO DE AMAR.
Por volta das últimas cenas, o protagonista dessa história, grita indignado, após pegar o corpo de seu parceiro que foi friamente assassinado: “EU AMO VOCÊ E O QUE HÁ DE ERRADO NISSO?”
Alguém sabe justificar toda crueldade contra as pessoas que simplesmente amam outras?
BENT... esse é o nome!
Se a peça não estiver em cartaz, perto de você, na ocasião da leitura desse texto, indico uma versão produzida no cinema, ela é homônima. Procurem, vale à pena conferir!
Ficha Técnica (montagem que eu assisti)
Texto: Martin Sherman
Tradução: Luiz Fernando Tofanelli
Direção: Luiz Furlanetto
Elenco: Augusto Garcia (Rudy), Augusto Zacchi (Max), Breno Pessurno (Greta), Frederico Lessa (Capitão), Gustavo Rodrigues (Horst), Miro Marques (Tio Freddie), Ricardo Ventura (Tio Freddie), Vinicius Vommaro (Wolf).
Classificação: 16 anos
Teatro João Caetano – Centro – Rio de Janeiro/RJ
Temporada que esteve em cartaz até o dia 17 de agosto de 2008.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Bem mais que o tempo
Você diz sim querendo dizer não?Ou do contrário
Diz não, com imensa vontade de dizer sim?
C O N T R A D I Ç Õ E S
T R A I Ç Õ E S
A Ç Õ E S
Porque você escolheu isso e não aquilo?
Toda escolha é definitiva?
Quais são as conseqüências dessa escolha?
Quem vai dizer se vai ser bom pra você?
Não sei. Sinceramente. Talvez a resposta mais sincera seja a sua para você mesmo com o teeeeeeeeeempo.
Injusto isso. Ou muito justo?
Relativo! Relativíssimo!
Você, você, você, você!
E os outros? E eu? E eu e você?
Até, que o tempo com seu ponteiro cronológico marque SIM:00 pras 02:00
Ou perca as cordas, eternizando o NÃO:00 num mesmo horário!
ATÉ...
É cedo?
Ou tarde demais?
terça-feira, 1 de abril de 2008
Ping Pong
Essa questão da “razão e emoção” tem perpassado vários espaços que eu venho atravessando nos últimos dias.No AP, na sala de aula, no estágio, no boteco, na rua caminhando com um amigo, nas barcas, no ônibus, na casa de alguém, em Vitória, Vila Velha ou Serra. Isoladamente ou em coletivo. Sozinha, em dupla, trio ou grupo.
Vejo pessoas se afogando em fortes emoções e perdendo o sentido da maré.
Mas também vejo outras que justificam tudo, planejam tudo, organizam tudo e se concentram racionalmente num foco, o que muitas vezes ofusca todo redor.
De um lado
Lagrimas e lamentações
Do outro
Egoísmo e solidão
Entre os dois
Medo
Fugas, fugas, fugas... cigarros, cafés, cervejas, música alta, livros, filmes, partidas de futebol, faculdade, pizzas, estágios, exposições, seminários, looooooongas conversas, rabiscos em papel, internet, blog’s, orkut, msn, baralhos, WAR’s, Jogos da Vida, torpedos, mais, outras, variadas, variadas, variadas fugas!
Uma tentativa constante de buscar o equilíbrio?
quinta-feira, 20 de março de 2008
Viver! E não ter a vergonha de ser feliz
Um dias desses eu conheci um lugar muito interessante.Modern Sound.
Êta!
É uma loja de música que fica numa popular rua de Copacabana.
Mas eu não fui até lá pra comprar um CD diferente ou um livro de vida e obra de algum compositor de meu interesse. Na verdade eu nem sabia o que rolava lá (rs).
Fui a convite de Dida e quando cheguei à música já rolava. Uma combinação muito legal por parte do instrumental. Assim... alternativo, boêmio (rs, eu e minhas impressões).
Me identifiquei!
Um belo contraste entre os momentos de total de força, pela própria energia de uma letra, com minutos de apreciação sola da voz de Daniel Gonzaga.
Vale ressaltar que este é filho de Gonzaguinha.
Só levanto esse comentário, porque eu não sabia disso (rsrs) (santa ignorância, que aos poucos vai desencarnando). Talvez Gonzaguinha me perdoe por conta da filosofia de cantar e cantar e cantar A BELEZA DE SER UM ETERNO APRENDIZ.
Enfim.
Tá mais do que recomendado. Conheça esse lugar, sinta a energia que rola lá.
Tomar uma cerveja em cima de um balcão de CD e enquanto você se distrai a loja continua funcionando e lá vez ou outra aparece um carinha procurando por um CD numa bancada na qual você está encostado. Putz! Diferente! Gostei! De verdade! Dêem uma olhada no site deles, tem a programação, o endereço e outras informações. E se interessar pode me convidar que eu vou junto!
E fico com a pureza da resposta das crianças é a vida, é bonita e é bonita...
http://www.modernsound.com.br/
quinta-feira, 6 de março de 2008
Terapia com caneta e papel
Já se sentiu sozinho, embora cercado por 6 milhões de habitantes?Sabe como driblar a solidão?
Como se distrair sozinho?
Ocupar a mente pra esquecer que está sozinho?
Êta! Quem tiver a receita, por favor, me indique.
Sei que com o correr do período muito provavelmente me ocuparei com textos, resumos, resenhas, seminários, relatórios, etc, etc, etc e tal.
Mas agora vivo a tristeza da desocupação (rs).
A questão toda é que embora ocupada com algumas atividades, não tem muita graça se não tiver com quem trocar. Outro ser humano. Gente. Afeto. Amor. Carinho.
Já deveria ter me adaptado à cidade nova.
Mesmo preferindo esse novo ritmo de vida e de me deslumbrar com as novidades, minha carência anda soando mais alto. Diz lá no fundo um vozinha em minha cabeça:
--- Lorena, o que você ta fazendo aqui? Lorena? Loreeeeeeeeeeena!!! (rs).
Sei lá, eu diria pra mim.
Sei lá!
O engraçado é que quando alguém questiona isso, a resposta sai rápida e naturalmente pela minha boca. E algumas vezes pessoas até reforçam pra mim aquilo que um dia eu dei a elas como resposta. Ouço e passo também à acreditar (rs). Talvez seja por isso que não tenha desistido de toda essa aventura ainda.
Mas confesso que, embora hoje esteja triste e por isso desabafando num papel, toda essa que eu chamei de aventura tem me ensinado muito.
Coisas que antes se encontravam abstratas em minha cabeça, compostas por apenas teorias, tomaram forma concreta, como por exemplo, Guacira Louro (rs). AHHHHHH!!!! Pude vê-la, ouvi-la e até tocaaaaaaaaaaaaaa-la (rsrs). É isso meeeeeeeeeeeeeeesmo! (rsrs) Fui super tiete e até pedi pra tirar uma foto com ela. (he, he, he) Mas isso não foi mais sensacional do que todo discurso dela em torno do assunto “sexo, gênero e sexualidade na escola”. Muuuuuuiitooo booom!!! Êta experiência!
Me sinto melhor depois de escrever tudo isso, catei minhas ultimas moedinhas e vim numa lan publicar meu drible à solidão (rsrs).
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Tabu
É comum ouvirmos do movimento estudantil que a sua luta se dá por uma sociedade igualitária.Mas por onde começar? O que precisa mudar? Que sociedade queremos?
Essas questões são importantes para se iniciar a """revolução""".
A escola é um espaço onde se tem a possibilidade de construir, pelo menos, a base para esta sociedade SEM DISTINÇÃO. Faz-se necessária a discussão junto aos alunos de temas que durante muito tempo foram reprimidos, seja por valores morais de uma instituição religiosa ou por qualquer ordem soberana de uma época.
Como o caso da relação entre pessoas do mesmo sexo.
A diversidade sexual ainda é um tabu entre muitas pessoas. Professores são pessoas, logo, também, têm muitos tabus. Porém esses devem ter a compreensão de seu papel na mudança da ideologia de uma geração.
Torna-se obvio que o que se almeja é o respeito às diferenças e conquista por direitos iguais. Onde as pessoas sejam livres, entre outras coisas, para expressarem o que sentem e amarem quem quer que seja sem serem condenadas com atitudes preconceituosas ou de inferiorização. Não há argumentos coerentes para a repressão do amor, nem para discriminação do afeto. Portanto precisamos discutir o assunto.
Um Encontro Nacional de Estudante de Pedagogia se torna um espaço importante para fomentação desses assuntos e até mesmo para construção de conhecimentos que farão diferença não só na formação acadêmica desse profissional da educação, mas na formação cidadã de cada um.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
O cd é Bão, Sebastião!
Feito com uma mistura de estilos, eu arriscaria dizer que se aproxima muito de um surf music (rs), talvez rock, sei lá. Independente do rotulo, o cd vem com uma ótima combinação dos instrumentos, acompanhados de letras que, ops, o Nando mandou muito bem, faz-nos ir a extremos, querendo às vezes pular ou simplesmente relaxar e curtir a onda.A vibração de um cd gravado ao vivo desperta uma enorme vontade de ir ao show do cara só pra cantar junto!!!! Êta sensação boa!! (Eu fui!!! E no final ele assinou o meu All Star azul, rs) (escute, recomendo).
Muito antes de Nando seguir carreira solo, suas composições já faziam sucesso por aí. Cássia Eller é uma das estrelas que gravou algumas de suas obras, como: O segundo sol, Luz dos Olhos, Relicário, entre outras. Todas as citadas estão nesse cd.
Bom... na minha opinião o ex-Titãs vem provar com esse CD que sua carreira solo, de fato, o destacou como um Gigante no meio da música brasileira.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Êta Nelson!
Ele apresenta 23 personagens, cada qual com seus problemas psicológicos. Uns neuróticos com acentuado perfil histérico partindo até mesmo para os doces psicóticos! Estes personagens perpassam por três planos distintos. O da “lhouca” ALUCINAÇÃO, o da inconsciente MEMÓRIA e, contudo a tal REALIDADE.
Apesar de apresentar os três planos, o texto não depende do suporte de uma grande produção para a montagem, já que tudo é dividido matematicamente em três simples pedaços dentro do mesmo espaço no palco.
Não tenho interesse de descrever, aqui, cada personagem nem suas relações com os demais. Para isso acho interessante que você mesmo leia a peça e se delicie com as lhoucuras de Alaíde.
Para os interessados, as 17 obras do autor estão na coleção “Teatro Completo de Nelson Rodrigues” publicada em quatro volumes. Sendo eles: I (A mulher sem pecado/ Vestido de noiva/ Valsa nº 6/ Viúva, porém honesta/ Anti-Nelson Rodrigues) II (Álbum de família/ Anjo negro/ Dorotéia/ Senhora dos Afogados) III (A falecida/ Perdoa-me por me traíres/ Os sete gatinhos/ Boca de Ouro) IV (O beijo no asfalto/ Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas ordinária/ Toda nudez será castigada/ A serpente).
E aí, já teve contato com alguma?
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Apenas mais um dilema contemporâneo
O dinheiro escraviza ou liberta?Escraviza, posto que se torne dependente do vil metal alheio. A relação de dependência financeira pode vir composta com gotas de dominação, pitadas de repressão, doses de autoritarismo e em alguns casos, até mesmo, xícaras de tortura. Toda essa receita se torna indigesta para aqueles que tem conhecimento do quão prazeroso é saborear a vida.
Para muitos, liberta, quando se trata da conquista pela independência financeira. Mas para alcançar tal, no sistema econômico em que se vive, perpassa-se pela lógica de mercado, onde o indivíduo troca horas de sua força produtiva pelo capital. “Trabalhar para receber o salário no fim do mês”. Êta!!
Então!! Eis mais uma questão! Trabalhar também não é depender de grana dos outros?
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Primeiro Passo
Este post é só para marcar o início. É muito provável que eu o apague quando de fato publicar o primeiro texto.Porém, tempos depois, quando de fato já havia publicado alguns textos, optei por não apaga-lo devido ao número (e importância) de comentários motivadores que nele recebi (rs).