segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Tabu

É comum ouvirmos do movimento estudantil que a sua luta se dá por uma sociedade igualitária.
Mas por onde começar? O que precisa mudar? Que sociedade queremos?
Essas questões são importantes para se iniciar a """revolução""".
A escola é um espaço onde se tem a possibilidade de construir, pelo menos, a base para esta sociedade SEM DISTINÇÃO. Faz-se necessária a discussão junto aos alunos de temas que durante muito tempo foram reprimidos, seja por valores morais de uma instituição religiosa ou por qualquer ordem soberana de uma época.
Como o caso da relação entre pessoas do mesmo sexo.
A diversidade sexual ainda é um tabu entre muitas pessoas. Professores são pessoas, logo, também, têm muitos tabus. Porém esses devem ter a compreensão de seu papel na mudança da ideologia de uma geração.
Torna-se obvio que o que se almeja é o respeito às diferenças e conquista por direitos iguais. Onde as pessoas sejam livres, entre outras coisas, para expressarem o que sentem e amarem quem quer que seja sem serem condenadas com atitudes preconceituosas ou de inferiorização. Não há argumentos coerentes para a repressão do amor, nem para discriminação do afeto. Portanto precisamos discutir o assunto.
Um Encontro Nacional de Estudante de Pedagogia se torna um espaço importante para fomentação desses assuntos e até mesmo para construção de conhecimentos que farão diferença não só na formação acadêmica desse profissional da educação, mas na formação cidadã de cada um.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O cd é Bão, Sebastião!

Feito com uma mistura de estilos, eu arriscaria dizer que se aproxima muito de um surf music (rs), talvez rock, sei lá. Independente do rotulo, o cd vem com uma ótima combinação dos instrumentos, acompanhados de letras que, ops, o Nando mandou muito bem, faz-nos ir a extremos, querendo às vezes pular ou simplesmente relaxar e curtir a onda.
A vibração de um cd gravado ao vivo desperta uma enorme vontade de ir ao show do cara só pra cantar junto!!!! Êta sensação boa!! (Eu fui!!! E no final ele assinou o meu All Star azul, rs) (escute, recomendo).
Muito antes de Nando seguir carreira solo, suas composições já faziam sucesso por aí. Cássia Eller é uma das estrelas que gravou algumas de suas obras, como: O segundo sol, Luz dos Olhos, Relicário, entre outras. Todas as citadas estão nesse cd.
Bom... na minha opinião o ex-Titãs vem provar com esse CD que sua carreira solo, de fato, o destacou como um Gigante no meio da música brasileira.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Êta Nelson!

Antes de “Vestido de Noiva”, meu contato com Nelson foi assistindo a uma montagem de “Viúva, porém honesta” e participando de um trabalho de improvisação baseado em “O beijo no asfalto”.
A leitura da peça me despertou curiosidade para conhecer outros trabalhos do autor. Foi tão interessante que terminei de ler em menos de duas horas.
Ele apresenta 23 personagens, cada qual com seus problemas psicológicos. Uns neuróticos com acentuado perfil histérico partindo até mesmo para os doces psicóticos! Estes personagens perpassam por três planos distintos. O da “lhouca” ALUCINAÇÃO, o da inconsciente MEMÓRIA e, contudo a tal REALIDADE.
Apesar de apresentar os três planos, o texto não depende do suporte de uma grande produção para a montagem, já que tudo é dividido matematicamente em três simples pedaços dentro do mesmo espaço no palco.
Não tenho interesse de descrever, aqui, cada personagem nem suas relações com os demais. Para isso acho interessante que você mesmo leia a peça e se delicie com as lhoucuras de Alaíde.
Para os interessados, as 17 obras do autor estão na coleção “Teatro Completo de Nelson Rodrigues” publicada em quatro volumes. Sendo eles: I (A mulher sem pecado/ Vestido de noiva/ Valsa nº 6/ Viúva, porém honesta/ Anti-Nelson Rodrigues) II (Álbum de família/ Anjo negro/ Dorotéia/ Senhora dos Afogados) III (A falecida/ Perdoa-me por me traíres/ Os sete gatinhos/ Boca de Ouro) IV (O beijo no asfalto/ Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas ordinária/ Toda nudez será castigada/ A serpente).

E aí, já teve contato com alguma?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Apenas mais um dilema contemporâneo

O dinheiro escraviza ou liberta?

Escraviza, posto que se torne dependente do vil metal alheio. A relação de dependência financeira pode vir composta com gotas de dominação, pitadas de repressão, doses de autoritarismo e em alguns casos, até mesmo, xícaras de tortura. Toda essa receita se torna indigesta para aqueles que tem conhecimento do quão prazeroso é saborear a vida.
Para muitos, liberta, quando se trata da conquista pela independência financeira. Mas para alcançar tal, no sistema econômico em que se vive, perpassa-se pela lógica de mercado, onde o indivíduo troca horas de sua força produtiva pelo capital. “Trabalhar para receber o salário no fim do mês”. Êta!!

Então!! Eis mais uma questão! Trabalhar também não é depender de grana dos outros?

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Primeiro Passo

Este post é só para marcar o início. É muito provável que eu o apague quando de fato publicar o primeiro texto.

Porém, tempos depois, quando de fato já havia publicado alguns textos, optei por não apaga-lo devido ao número (e importância) de comentários motivadores que nele recebi (rs).